Próximo presidente terá de reunificar Brasil, diz Pacheco
Parlamentar disse que Senado contribuirá para transição
Parlamentar disse que Senado contribuirá para transição
O presidente eleito
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá de trabalhar para reunificar o Brasil,
disse na noite deste domingo (30) o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco
(PSD-MG). Em entrevista coletiva nesta noite, ele disse que a Casa está
disposta a contribuir em apreciar os projetos do atual governo nos dois
próximos meses e a ajudar na transição para o próximo governo.
“[Houve] uma clara
divisão da sociedade brasileira, por votações quase simétricas, muito próximas
umas das outras, para um candidato e para outro candidato. O papel dos novos
mandatários é seguramente o de reunificarem o Brasil, buscarem encontrar,
através da União, as soluções reclamadas pela sociedade brasileira”, disse o
presidente do Senado.
Segundo Pacheco, as
instituições devem procurar acalmar os ânimos e conter o ódio e o futuro
presidente da República deve governar para toda a sociedade. “Dando um basta ao
ódio, à intolerância, ao respeito às divergências, temos um país plural e
diverso. O exemplo das instituições é fundamental que sejam dados para que a
sociedade brasileira possa se reunir novamente e que o presidente eleito, Luiz
Inácio Lula da Silva, possa governar para todos”, continuou.
Resultados
inquestionáveis
Pacheco elogiou o
processo de apuração e disse que as eleições mostraram a confiabilidade das
urnas eletrônicas, cujo resultado será reconhecido “de forma plena, absoluta e
insuscetível de questionamentos”.
“No final, o que
identificamos foi a segurança, a lisura, a confiabilidade das urnas
eletrônicas, que deram, como sempre dizíamos durante meses e anos, resultados
fidedignos da vontade popular de cada voto depositado nelas. Isso acabou sendo
uma questão superada, em função desse trabalho duradouro e constante das
instituições na afirmação da confiabilidade da Justiça Eleitoral”, declarou
Pacheco.
Reconhecimento
Sobre o
reconhecimento da derrota pelo presidente Jair Bolsonaro, Pacheco disse que o
presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, telefonou
para os dois candidatos. Ele disse não duvidar de que o atual mandatário
reconhecerá a vitória do oponente.
“O ministro
Alexandre de Moraes telefonou para Bolsonaro e Lula. Essas são as informações
que eu tenho. Naturalmente, as eleições são inquestionáveis e o presidente
[Jair] Bolsonaro assim reconhecerá”, informou.
Transição
Em relação a
transição, o presidente do Senado prometeu que os parlamentares trabalharão
para discutir e votar as propostas que faltam nos dois meses finais de governo
e prometeu que a Casa trabalhará para que a transferência de informações para o
próximo governo seja a mais eficiente possível.
“Quanto à transição, não tenho dúvida de que o atual governo, nos dois meses próximos, poderá proporcionar a continuidade daquilo que se propunha a fazer porque há inclusive projetos e medidas provisórias que encontrarão boa vontade nossa para ter prosseguimento e apreciação no Congresso Nacional. E que a transição seja a mais eficiente possível para os propósitos que ela tem, que é fazer com que o novo governo tenha clareza de dados e de informações para colocar em prática o plano de governo aceito pela maioria da população”, acrescentou Pacheco.
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.
ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE